(Imagem: Divulgação/UPE)
Nesta terça-feira (03), Servidores técnico-administrativos de diversos campi da Universidade de Pernambuco (UPE), participaram de audiência promovida pela Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). O objetivo foi debater a reformulação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos da instituição, reivindicada pelos servidores há uma década.
O presidente do Sindicato dos Servidores da Universidade de Pernambuco (Sindupe), Ivo Costa, destacou que a luta é antiga e alcançou conquistas, como o ajuste nos critérios de progressão, mas pediu mais celeridade na negociação das outras demandas.
De acordo com a reitora da UPE, Socorro Cavalcanti, a proposta que os técnicos-administrativos querem levar à governadora Raquel Lyra foi montada por uma comissão formada em 2021. Ela espera que o novo Plano ajude a diminuir a taxa de rotatividade dos profissionais. “Em média, ela varia em torno de 6 a 7%. No caso dos advogados, que é uma categoria à parte, chega a 33% e, no caso dos profissionais de TI, ela se aproxima desse percentual”, lamentou.
Ainda durante a audiência, outra questão colocada foi a quantidade de requisições de servidores de carreira por outros órgãos do próprio Estado que oferecem gratificações mais atrativas. Ainda segundo a reitora, 769 servidores recebem complementação porque os vencimentos do cargo não atingem o salário mínimo. A universidade conta com quase 4.600 técnicos-administrativos em 12 campi espalhados em Pernambuco, 16 polos de educação à distância e três hospitais universitários. A instituição oferta 64 cursos de graduação, 24 de mestrado e 14 de doutorado. Onze programas de pós-graduação funcionam fora da capital.