
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso do Leqembi, medicamento indicado para pacientes com Alzheimer em estágio inicial. A aprovação abre caminho para uma nova alternativa terapêutica no país e coloca o Brasil entre as nações que já permitem o uso do fármaco no tratamento da doença.
O Leqembi é produzido a partir do anticorpo monoclonal lecanemabe e tem como alvo as placas beta-amiloides no cérebro, associadas ao desenvolvimento do Alzheimer. A proposta do medicamento é retardar o avanço do declínio cognitivo em pacientes com demência leve. O produto será disponibilizado em solução para diluição e administração por infusão.
A eficácia do fármaco foi analisada em um estudo clínico internacional que envolveu 1.795 voluntários diagnosticados com Alzheimer em fase inicial. Durante 18 meses, os participantes receberam o medicamento ou um placebo, com acompanhamento periódico dos sintomas.
A avaliação dos resultados utilizou a escala CDR-SB, instrumento empregado para medir a gravidade da demência e os impactos da doença nas atividades diárias. No subgrupo de 1.521 participantes incluídos na análise final, os pacientes tratados com o lecanemabe apresentaram progressão mais lenta dos sintomas em comparação com o grupo que recebeu placebo.
Com a decisão da Anvisa, o lecanemabe passa a integrar as opções terapêuticas disponíveis no Brasil para casos selecionados de Alzheimer em fase inicial, reforçando a tendência de tratamentos voltados à intervenção precoce na doença.
Por: Bell Pereira