
O governo de Cuba afirmou nesse domingo (4) que 32 oficiais cubanos morreram durante um ataque conduzido pelos Estados Unidos na Venezuela no fim de semana. Segundo Havana, os militares e policiais estavam em missão no país sul-americano a pedido do governo venezuelano. As informações são da agência Associated Press.
Em comunicado lido na televisão estatal, o governo cubano disse que as mortes ocorreram durante a operação lançada no sábado (3) pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Cuba é uma das principais aliadas políticas e estratégicas da Venezuela e mantém cooperação militar e de segurança com o país.
Diante das mortes, o governo cubano decretou dois dias de luto oficial. O presidente Miguel Díaz-Canel e o ex-presidente Raúl Castro divulgaram mensagens de condolências às famílias dos oficiais mortos, destacando o caráter da missão desempenhada pelos agentes no território venezuelano.
O presidente dos Estados Unidos já havia mencionado baixas cubanas após a operação. “Muitos cubanos foram mortos ontem”, afirmou Trump a jornalistas a bordo do Air Force One, durante voo da Flórida para Washington, na noite de domingo. Segundo ele, não houve mortes do lado americano.
A operação dos EUA resultou na captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua mulher, Cilia Flores, que foram levados presos para os Estados Unidos. O governo venezuelano reconheceu que houve vítimas no bombardeio, mas não informou oficialmente o número de mortos. De acordo com o jornal New York Times, o total pode chegar a 80.
Maduro, deposto do cargo após a ação militar, deve comparecer nesta segunda-feira (5) a uma audiência na Justiça Federal de Nova York. Ele e Cilia Flores passaram a segunda noite em uma prisão federal de segurança máxima e serão levados a um tribunal em Manhattan às 14h, no horário de Brasília. Na audiência, o ex-presidente ouvirá formalmente as quatro acusações apresentadas pela Justiça americana, entre elas a de narcoterrorismo.