
Um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) identificou vulnerabilidades cibernéticas e insatisfações de usuários entre os 242 aplicativos do governo federal que estão sob gestão da Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia.
Desde agosto de 2020 até então, o órgão era comandado por Caio Mario Paes de Andrade, cujo nome foi indicado pelo Palácio do Planalto e aprovado nesta segunda-feira para assumir a presidência da Petrobras, além de uma cadeira no conselho da estatal.
Segundo o relatório da CGU, a digitalização de serviços do governo federal ocorrida de 2020 a 2021, motivada pela pandemia de coronavírus, “ampliou o acesso a serviços públicos pelas populações mais carentes, porém, pode também ter tornado a infraestrutura de TI do governo federal mais vulnerável a ataques cibernéticos”.
De acordo com os auditores, foram identificadas “fragilidades” no “código-fonte dos aplicativos móveis, associadas à gestão das funcionalidades que permitem ao sistema Android franquear acesso a recursos e dados sensíveis dos equipamentos móveis, majorando o risco de vazamentos de dados”.
Além disso, a CGU descobriu “brechas de segurança ou vulnerabilidades cibernéticas que ampliam a superfície de ataque” e “lacunas no atendimento das reclamações realizadas nos comentários feitos pelo cidadão para a melhoria da qualidade dos aplicativos”.
Dos 242 aplicativos do governo federal, 128, ou seja, 52,9% do total, tiveram nota média abaixo de 3, de uma escala de 0 a 5. Outros 90, 37,2% do total, tiveram uma avaliação média igual ou maior que 3 e menor que 5. Apenas 24 (9,9%) tiveram nota igual a 5.